sábado, 23 de maio de 2009

A Princeso e o Plebeua

Estranho o título do BLOG ?

rsrsrs

Normal para um BLOG. Coisas comuns você vê escrito em editorias de jornais e revistas. Mas, muita calma nesta hora. O título é sugestivo e foi feito desta forma propositalmente, senão eu teria que ter criado dois títulos ou dois posts ("A princesa e o plebeu e o príncipe e a plebéia"). Prefiro "A Princeso e o Plebeua".

Incrível como o ser humano sente necessidade de explicar tudo. Pelo menos eu sou um desses. Não gosto que nada fique subentendido. Gosto muito de esclarecer. Por isso gastei o primeiro parágrafo (ou seria o segundo, sem contar os risos) para explicar o título.

Pois bem. Esta noite me peguei pensando sobre este tema. Um tema interessante, peculiar e ao mesmo tempo excitante.

Mesmo que citando as plebéias mais famosas da história contemporânea como: A nossa saudosa Princesa Diana que foi casada com o primeiro herdeiro do trono da Inglaterra, Príncipe Charles; do suposto romance de Kate Middleton (não tão plebéia) com o filho do herdeiro do trono da Inglaterra, príncipe Willians (que digamos de passagem, ser uma miscigenação de um príncipe com uma plebéia); Da hoje princesa Letizia (ex-plebéia que trabalhava como jornalista), casada com o príncipe Felipe da Espanha; e da nossa (não minha) brasileira Adriana Lima, Top Model que conquistou o coração do príncipe Wenzeslaus de Liechtenstein, da Bélgica e que hoje, segundo informações de meus amigos de plantão, não mais mantêm o romance de conto de fadas.

Nem sempre estes romances terminam com final feliz, como foi o caso de Diana, da Top Model Adriana Lima e de uma outra quase princesa, Scarlett Johansson, atriz famosa que arriscou um flerte com o então Lorde Frederick Windsor, filho do então príncipe britânico Michael.

Muita informação ? Basta, né ?

Mas não é destas princesas ou candidatas a princesa que quero aqui falar. Aliás, nem é sobre o TÍTULO de princesa ou de príncipe.

Quando usei o termo "princesa" ou "príncipe", me referi à pessoa que levou ou leva uma vida um pouco acima dos padrões que viveu durante toda sua vida e que pode usufruir da mesma diante de um(a) companheiro(a) que possa proporcioná-lo(a) este tão sonhado padrão.

Mas ainda quero ser mais modesto e procurar narrar aqui, histórias verídicas e outras de ficção sobre um relacionamento deste tipo e que eu considero histórias bonitas e que encaro com muita naturalidade. As vezes assustadoras ou chocantes para pessoas que nunca estariam preparadas para assumir um relacionamento destes.

Não vou identificar o que possa ser verídico ou fictício. Algumas pessoas, talvez consigam descobrir quais são verídicos (basta que tenha um pouco da astúcia de Sherlock Holmes para descobrir).

Noêmia & Ricardo - São Paulo

Noêmia, filha de um empresário não muito famoso, mas Diretor de uma empresa do ramo de medicamentos da cidade de São Paulo conhece Ricardo, um cidadão não paulistano que largou a sua família e foi se aventurar da maior metrópole do Brasil e uma das maiores do mundo.
Ricardo, poderia enquadrar-se na definição de plebeu, pois o baixo salário que recebia naquela empresa fabricante de luminárias, era a conta de suprir suas necessidades de sobrevivência e lhe permitir visitar sua família, não pouco distante da capital paulista a cada 3 meses.
Ricardo trabalhava para um futuro cunhado, hoje casado com sua irmã. Além de trabalhar na empresa do cunhado, exercendo a função de comprador, Ricardo residia com o mesmo em um apartamento em região não tão desprivilegiada de São Paulo onde dividia o mesmo apartamento com outro colega da mesma cidade de origem.
A vida de Ricardo era uma vida simples, mas não pacata. Ele sempre saia com o cunhado e o amigos para bares, pizzarias, boates e casas com música ao vivo. Durante esta convivência ele pode conhecer grande parte da cidade de São Paulo e aproveitar de forma modesta a vida noturna que ela oferecia.
Tantas foram as idas à Avenida Ibirapuera, onde jovens rapazes e moças desfilavam nos seus carros e através de flertes e algumas cantadas mais bem sucedidas, acabavam por trocarem de veículo, começando ali mesmo um pequeno romance ou uma grande aventura (coisa impossível de se fazer nos dias atuais, face a grande violência que assola a humanidade).
Em uma dessas aventuras e desventuras, acabou por conhecer Noêmia. A história já começa interessante, pois Ricardo estava acompanhado de seu amigo Toninho em um Fiat 147, carro do ano na época (digamos que esse fato aconteceu em 1986 e o veículo era 1985), que não era de sua propriedade e sim da empresa onde trabalhava que o liberava aos fins de semana para que saísse para umas Nights (hoje baladas) só, ou com o amigos entre ele o de apartamento e de empresa Toninho.
Noêmia, à época tinha um veículo não tão modesto. Tratava-se de um BMW Serie 3 320d Touring, veículo comprado numa das poucas lojas de veículos importados que existiam na Metrópole Paulistana e que ficava próximo à residência de Ricardo onde ele passava todos os dias e observava os veículos estacionados na porta quando retornava do trabalho. Nunca imaginou sequer poder sentar no banco de quaisquer daqueles veículos.

Voltemos à Av. Ibirapuera. Trânsito parado e eis que pára ao seu lado uma BMW com uma loira lindíssima ao volante. Sorte dele que naquele dia e naquele momento, estava do lado do carona, o que permitiu uma aproximação de Noêmia. Os olhares se cruzaram e ali começou a história deste plebeu e sua princesa. Durante todo o percurso, os carro pareados, Ricardo e Noêmia trocam olhares, gentilezas e palavras de carinho.

Noêmia estava acompanhada da amiga de escola Aline, e como era costume naquele local, mesmo sendo a primeira experiência de Ricardo ele resolveu, depois de dois quarteirões de intenso congestionamento, e já conhecendo um pouco de Noêmia, trocar de lugar com Aline e ficar ao lado de Noêmia. Dado a Luz verde, ele abriu a porta do passageiro do Fiat 147 saiu do veiculo e num ato de cavalheirismo, abriu a também porta da BMW de Noêmia para Aline se "retirar" e a encaminhou até o FIAT 147 para que conhecesse Toninho.

Mais alguns quarteirões à frente e já menos tensos com aquela situação que, para os quatro eram uma experiência nova, resolveram estacionar os veículo e pararam em uma pizzaria, ali mesmo na Av. Ibirapuera para tomar uns drinks e saborear uma deliciosa pizza frita.

Ali começa o romance de Noêmia e Ricardo e para tentar entender como isso possa ter acontecido, uso uma frase dita por Noêmia que talvez possa explicar a razão que levou os dois se relacionarem durante quase um ano e viverem um grande amor. Primeiro ela perguntou em tom de ironia, se Ricardo era daquele planeta (ou desse), depois de forma elegante e se desculpando pela forma irônica, fez uma nova pergunta: - Você não é de São Paulo, né ?

Percebia-se que Ricardo não era paulistano, devido ao sotaque diferente da maioria das pessoas que ali se aglomeravam. Mas ela quis dizer que não observou o sotaque, mas num ar já de apaixonada e de uma forma um pouco tanto exacerbada, quis dizer que em São Paulo era raro encontrar pessoas tão gentis como ele.

Aquele encontro não seria o primeiro e nem o último de Ricardo e Noêmia. Ricardo sempre foi uma pessoa de transparência extrema e de um caráter invejado, herança de seus pais que o criaram com seus outros tantos filhos para que fossem referência de um homem perante a sociedade.

Usando desta transparência, naquele primeiro encontro nada foi escondido. Ricardo já sabia de toda história de vida de Noêmia e ela a de Ricardo.

Ricardo, sempre preocupado em não decepcionar a pobre e apaixonada Noêmia, não deixava passar 15 minutos e se colocava a perguntar à moça se era isso mesmo que ela queria para a vida dela. Pedia para ela refletir sobre toda a situação e que depois que passasse aquele momento de intensa paixão, ela parasse para pensar e que o mesmo estaria disposto a ouvir qualquer resposta dela sem se machucar. Isto não queria dizer que Ricardo não estava apaixonado. Estava sim, e muito. O problema foi que Ricardo se deparou com uma situação um pouco diferente daquilo que ele estava acostumado a viver.

Noêmia, apesar de ser uma moça de classe alta, filha de grande empresário, era uma moça carinhosa, de uma boa conversa, inteligente (não que as pessoas detentoras de dinheiro não o sejam), possuía uma qualidade muito admirada por ele. A simplicidade.

Noêmia, ao começar a namorar Ricardo, passou a mudar seus hábitos e suas rotinas. No lugar de restaurantes famosos do Jardins, passou a acompanhar Ricardo nas cantinas do Bexiga.

Ela passou a adorar este novo mundo. Muito mais divertido do que ficar sentada à mesa de um restaurante grã-fino com o guardanapo estendido sobre as pernas, tomando seu vinho importado e ao lado de pessoas que só falavam de coisas fúteis. Mal ela poderia imaginar sentar-se ao lado de amigos, tomar uma caipvodka (ela não tomava cerveja) e poder falar de vários assuntos. Sentia um pouco de dificuldade de se expressar, pois não conseguia ouvir direito face ao barulho dos barzinhos e ainda estava treinando elevar sua voz alguns decibéis para que os outros a entendessem.

Aquilo era uma maravilha. Ela comentava com Aline que: - Bendito foi o dia que resolvi aceitar o seu convite para conhecer a tão famosa avenida da paquera.

O tempo foi passando e as dificuldades e problemas foram surgindo. A rotina de namoro de Ricardo foi interferindo no seu lado financeiro, mesmo que eles estivessem freqüentando barzinhos que não fossem caros, Ricardo, sempre orgulhoso, nunca permitiu que Noêmia dividisse a conta do bar com ele.

Noêmia, percebendo que aquela situação fosse interferir no namoro e desse cabo a este relacionamento, tentou, sem sucesso ajudar Ricardo. Primeiro oferecendo um emprego com um cargo considerável na empresa que o pai dirigia, o que foi rejeitado por Ricardo.

Ricardo não aceitou por duas razões:
Primeiro que não poderia aceitar o emprego, pois nos 3 meses de namoro, não tinha se encorajado a conhecer os pais da dela, mesmo diante da insistência de Noêmia em fazê-lo.
Segundo, porque seu pai sempre dizia que tudo na vida deveria ser conquistado por mérito e que as coisas fáceis, sempre escapam da mesma forma.

Ela entendeu mas passou a ter seus primeiros momentos de desentendimentos com ele, porque descobriu um lado muito orgulhoso por parte de Ricardo, e tentava a todo custo flexibilizá-lo com relação a isso.

Desistindo de tentar mudá-lo, resolveu tentar uma alternativa que viabilizasse a relação e que os dois pudessem continuar vivendo este conto de fadas, até que um dia ele fosse conquistando seu espaço profissional e quem sabe aceitasse aquela proposta para trabalhar na empresa de medicamentos da qual ela também trabalhava. Decidiu que uma vez ao mês eles se reunissem com casais amigos e pudessem curtir umas festas no apartamento dele, dela ou dos amigos. Ricardo aceitou e passaram a viver novamente um relacionamento lindo a partir daí.
Ele passou a conhecer mais pessoas e ela também. Freqüentavam as cantinas do bexiga com uma frequência menor (a certa altura ele até aceitou que eles dividissem a conta), e sempre que podia, se encontravam com os amigos na casa de um.

Ricardo não queria usar sua namorada como degrau para subir na vida e sim crescer por mérito profissional (lembrança das belas palavras do pai). Só que este fato acabou não acontecendo. Trabalhando dia inteiro, mal sobrava tempo e dinheiro para cursar uma faculdade ou até para fazer alguns cursos profissionalizantes.

Não podia contar também com o apoio do patrão, que via naquele possível crescimento profissional de Ricardo, caso ele cursasse uma faculdade, um aumento de despesas, o que não era sua pretensão.

Passaram-se os meses e a formatura de Noêmia se aproximava. Ricardo foi ficando tenso e não conseguia imaginar que deveria ir e ali ter de conhecer a família dela. Achava-se completamente despreparado para esta "aventura".

Noêmia dizia que aquele seria o momento e que seus pais já sabiam da história dele e que o mesmo estaria sendo infantil de não querer conhecê-los.

Ricardo se exaltava?

- Mas Noêmia, eu nem tenho roupa para comparecer a um evento destes?

Noêmia dizia:

- Isso a gente vê depois.

Ricardo estava disposto a largar tudo e voltar para sua cidade. Não queria mais viver aquele "sofrimento pessoal", mas ao mesmo tempo não achava justo o que fazia com Noêmia.

Um dia, em momento tenso na empresa que trabalhava, acabou por discutir com o irmão do patrão e pediu demissão. O orgulho falou mais alto e ele resolveu "chutar o balde".

Achava um absurdo não ser reconhecido pelos donos da empresa, ainda mais depois que descobriu que o funcionário que ocupava o cargo dele anteriormente recebia um salário 3 vezes superior ao dele. Sentia-se injustiçado e humilhado, pois ele exercia seu cargo com grande responsabilidade e nunca recebeu algum tipo de "favorecimento de fornecedores" mesmo com as "propostas indecentes" que recebia durante o período que ali trabalhou, mas não queria que aquilo se transformasse em um problema familiar. Por isso resolveu pedir a demissão e guardou todas estas mágoas consigo.

Foi para casa para arrumar as malas e no caminho, agora desempregado e voltando de ônibus, o que não era comum, ficou pensando no que dizer a Noêmia ou se ia dizer algo a ela.

Quando passou pela portaria, o porteiro o chamou e disse que tinha uma encomenda para ele. Uma caixa grande e um envelope. Pensou. o que será isso ?

Subiu ao apartamento e colocou a caixa em cima da mesa e a abriu. Dentro dela estava um lindo terno de linho, acompanhado de uma blusa e uma gravata e outra caixa contendo um par de sapatos. Dentro desta mesma caixa estava um bilhete com a seguinte frase: "Para o meu lindo amor, dividir comigo meu momento de conquista".

Ricardo sentou-se e respirou fundo. E agora? Olhou para o envelope e recusou-se a abrí-lo naquele momento.

Foi até o quarto, tirou a roupa e resolveu tomar um banho para ver se aliviava toda aquela tensão de um dia estressante.

Saiu do banho, vestiu seu pijama, sentou-se no sofá da sala e ligou a TV, queria ver o noticiário local, mas seus olhos se viam desviados para aquele envelope que se encontrava em cima da mesa. Naquele momento ele não se lembrava de uma notícia sequer. Seus pensamentos estavam em Noêmia. Cheio de culpa por ter invadido a vida daquela "princesa" (era assim que ela a chamava e ela o chamava de "reizinho"), pôs-se a chorar. Porque não? Qual o homem que não chora ?.

Ricardo não aguentando mais de curiosidade, levantou-se e foi até a mesa da sala e abriu o envelope. Era o convite de formatura de Noêmia. Psicologia 1987 - USP/SP.

Não ficou muito surpreso e sentiu-se aliviado. Poderia ler e decorar os nomes e sobrenomes de todos os 99 colegas de faculdade de Noêmia, dos quais conheceu em alguns churrascos que compareceu e que simpatizava com pouco mais de 5, entre eles, João e Cristina (noivos e que estavam de casamento marcado para um mês após a formatura), além de Aline, que sempre que se encontrava com ela, não deixava de comentar do seu gesto de cavalheiro naquele dia que ele conhecia Noêmia.

Queria ler e reler tudo isso, decorar o rosto de cada, saber o nome e os títulos dos reitores, paraninfos, diretores, professores da sua tão querida Noêmia. Só não queria ter lido os agradecimentos, pois lá continha outra frase, um pouco parecida com a encontrada na caixa do terno. "Ao meu grande amor, que dividiu comigo os momentos mais felizes que vivi nestes últimos semestres do curso e que espero viver pra sempre". O mundo desabou !!

Dentro do mesmo envelope outro convite. Meu Deus, o que mais pode acontecer comigo!, Dizia Ricardo. Ricardo à época tinha 21 anos e conseguiu aguentar toda esta sequência de fatos, mas acredita que se fosse hoje, correria um sério risco de ali mesmo, infartar-se.

Naquele mesmo envelope estava o convite de casamento de João e Cristina. Antes fosse só o convite de casamento, mas também mais um bilhete de Noêmia. "Eles querem que sejamos padrinhos". Quem está de fora pára e diz "ô trem de doido".

Ricardo resolveu tomar uma pequena dose e foi pra cama. Só uma noite de sono intenso para que as coisas fossem entendidas a contento e ele conseguisse raciocinar.

No dia seguinte, ele desistiu de arrumar as malas. Não tinha se encontrado com o cunhado, pois na noite passado ele dormiu antes e na manhã seguinte fingindo que dormia ouviu se cunhado conversando com Toninho. Os dois estavam curiosos para saber que terno era aquele esquecido por Ricardo na mesa. Achou melhor não levantar e continuou fingindo que dormia, quando seu cunhado chega ao quarto e pergunta se ele não iria trabalhar. Diante daquela pergunta ele levantou animado e sem discutir, pediu que eles o esperassem que ele iria tomar um banho, e foi trabalhar naquele dia. Estaria readmitido ? Todos sabiam que ele tomou aquela decisão de cabeça quente e a empresa precisava dele.

Trabalhando como se nada tivesse acontecido, agora sendo mais respeitado pelos patrões, Ricardo recebe um telefonema de Noêmia, querendo saber se ele gostou da(s) surpresa(s). Pediu que as pessoas que se encontravam na sua sala o deixassem sozinho, inclusive seu patrão. Na conversa ao telefone, Ricardo acabou por se entender com Noêmia e aceitou uma série de coisas que antes ele não admitiria face ao seu orgulho. Decidiu que estaria disposto a conhecer sua família e pediu que confirmasse e agradecesse ao casal de amigos João e Cristina o convite de casamento e o convite para que fossem padrinhos.

Acho que Noêmia nunca se sentiu tão feliz na vida com aquela atitude de Ricardo e comentou com sua mãe, que a tinha ajudado a bolar tudo aquilo, que "foi um sucesso", "deu certo".

Dia de formatura, colação de grau. Ricardo passa a conhecer o Dr. Daniel e sua esposa, Dona Laura. Muito receptivos, ele receberam Ricardo com o carinho de quem reconhece quando um homem faz um bem a sua filha. Conheceu também Cricka, a irmãzinha mais nova de Noêmia e Beto, o irmão do meio. Conheceu também os tios, avós e amigos que ele não conhecia.

Naquele dia, Ricardo acompanhou toda a cerimônia de colação de olhos atentos, e emocionou-se ao ver algumas aparições suas no vídeo apresentado no telão em companhia de sua namorada a quem sempre teve muito carinho. Chegou a ficar sem graça, quando em uma aparição, ele e Noêmia se beijavam e foram flagrados pelas câmeras do cerimonial. O pai de Noêmia estava sentado atrás dele e deu uma cutucadinha no seu ombro neste momento. Ricardo tremeu nas bases e pensou: "tô morto".

Saíram do local onde aconteceu a colação e depois de algumas cansativas horas de cumprimentos, Ricardo e Noêmia foram até um restaurante no topo de um edifício na Avenida Ipiranga, chamado Terraço Itália. Nunca tinha frequentado um restaurante tão fino na vida, mas já conhecia algumas regras de etiquetas aprendidas em um livro que adquiria na Riccio, além de alguns restaurantes que frequentou em companhia de sua então amada, o que não lhe fez passar nenhuma vergonha. Quem o via nunca poderia imaginar que ele Ricardo, fosse um Plebeu.

Saindo dali, ele se despediu da família e quando achava que ia pra casa, recebeu um convite de Noêmia para conhecer uma pousada em Atibaia, que ela tinha reservado para os dois. Sentia-se como se fosse o noivo indo para sua primeira lua de mel.

Passaram ali uma noite maravilhosa e via naquele momento que não tinha mais como escapar daquela situação. Ricardo já se considerava o companheiro de Noêmia e vice versa. Nenhum dos dois tinha vivido um romance tão intenso como aquele. Ricardo saiu de um namoro não muito feliz de quase 2 anos e Noêmia de um namoro de quase 6. Dizia ela ser ele, Ricardo, seu segundo namorado, mas seu primeiro amor.

As vezes nos perguntamos, como podem duas pessoas como Ricardo e Noêmia, eternamente apaixonados, se separarem ?

Isso mesmo, esta história, mesmo que parecida com um conto de fadas e mesmo que envolva uma princesa e um plebeu não acabou com um final feliz.

Vou tentar pular algumas partes desta história (até porque, mesmo envolvente, acaba sendo cansativa para um BLOG. Quem sabe não possa virar um livro ?) e resumir o final para que os amigos comentem assim: - Mas que história mais em graça ! ou - Eu esperava um final feliz !

Ricardo e Noêmia, ainda em "lua de mel", se encontram mais uma vez com a família, desta vez para o "culto religioso" e um "almoço em família". Até aí tudo transcorria às mil maravilhas.

No dia do Baile, Noêmia linda como a mais bela princesa e Ricardo, vestido como um nobre se divertiam até, naquele salão majestoso e acompanhados de uma das melhores bandas de baile de São Paulo.

Não fosse Pedro, o antigo namorado de Noêmia ter aparecido, sem ao menos ser convidado por um formando sequer e ter adquirido a preço de ouro um convite daqueles vendidos na porta do salão e festas, esta história teria tido um final feliz.

Ricardo nunca tinha conhecido Pedro, mas ficou sabendo de sua presença no local e já previa que aquilo não era um bom sinal. A alegria que antes era visível nos olhos de Noêmia, parecia ter cessado quando a mesma encontrou com Pedro na saída do toalete. Ela nunca poderia imaginar que ele fosse aparecer, pois nenhum dos amigos nunca demonstrou simpatia pelo mesmo. Ele queria conversar com ela, queria reatar um namoro depois de quase dois anos separados.

Noêmia voltou para a pista e chamou Ricardo para a mesa onde se encontrava a família, porque não estava se sentindo bem, mas não comentou que tinha encontrado Pedro na saída do toalete. Ricardo achou estranho o comportamento da amada que já não queria mais dançar e preferia ficar ali no meio dos familiares.

Passaram algumas horas e eis que surge Pedro, já completamente alterado depois de ter ingerido grande quantidade de bebidas alcoólicas e começou a provocar um "escândalo" junto à mesa em que se encontrava Ricardo, Noêmia e seus familiares.

Advertido pelos seguranças, ele se retirou e o clima à mesa não foi mais aquele. Como pode um rapaz estragar a felicidade tanta gente ?.

Não contente com a situação eis que surge novamente Pedro, agora mais alterado ainda e começa a desferir palavras de baixo calão contra todos que ali tentam argumentar com ele. Ricardo por sua vez procurou defender sua amada e não esboçou uma reação esperando que os seguranças tomassem alguma providência. Mas eis que Pedro parte para cima de Ricardo com palavras duras e tocando fundo nas suas feridas. Além de tratá-lo como plebeu, o qual Ricardo não se sentiu muito ofendido, pois o mesmo se reconhecia como tal, Pedro caiu na besteira de chamar Noêmia de P... e dizer que ela ia se comparar a mãe de Ricardo e suas irmãs.

Este é o final da história que só pode ser esmiuçado em outro post ou num livro. Ricardo desfere um golpe certeiro em Pedro e ambos são encaminhados a um distrito policial próximo dali.

Aquele episódio foi um fim de uma história de amor. Não porque fosse um amor impossível, mas porque Ricardo disse a Noêmia, que ele nunca ia querer que se repetisse em sua vida.

Para Ricardo, homem ou mulher alguma faria o que aquele "sujeito" fez com as pessoas que ele ama tanto. ...

(vc acha que esta história e verídica ou é ficção ?)

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