quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Verdadeiro sentido da vida

Quem sou ?

Tarde de domingo, estava eu em algum lugar do mundo, no meio de tanto glamour, expondo toda minha beleza, quantos elogios recebia, uns diziam.

- Você é uma Deusa !

o que seria essa Deusa. Uma forma de beleza emoldurado em mim

- Ei, sou eu ! - Grita meu ego em um voz sufocada que ninguém escuta,e nem quer escutar. Quem se importa ?

Adoro esta vida. Bons carros, ótimos passeios, amigos e amigas lindas. Lindas ?
Sim, vejam minhas fotos no orkut. Só elogios. elogios ? Sim elogios não se sabe de quem, mas o que importa são os elogios. Se coloco uma marcação em uma foto de uma amiga, logo aquele meu amigo que talvez nunca foi meu amigo, passe a querer ser amigo daquela, minha amiga que talvez também nunca teria sido minha amiga.

Mas será que é isso que quero da minha vida ? Temos prazo de validade, um dia perdemos esta beleza. O que nos sobra ? o que nos resta ?. Lembro daquela amiga que não conseguiu chegar onde cheguei, que saía com seus amigos, estes sim verdadeiros amigos que saiam com ela não pela beleza e sim pela amizade.


Aquela minha amiga que despertou uma paixão naquele rapaz, mas que no primeiro encontro teve de voltar mais cedo porque ambos não tinham como faze-lo.

Não consigo me imaginar receber meu namorado sentado em uma simples moto, de 150 cilindradas, com aquela buzina "ridícula" na porta da minha casa. Quem é ele ?, o que diriam meus pais ?

Chego em casa hoje, depois de um fim de semana maravilhoso. Balada na sexta e no sábado, e um passeio de lancha com amigos em plena represa de Três Marias. Corpos malhados, corpos exuberantes.


Por onde passávamos atraíamos olhares, e quantos olhares. Mas será que eles olhavam pra mim ?

Não, não olhavam. Olhavam para um corpo, esculpido por uma beleza exterior, feita em salão de beleza e em uma boutique que aquela minha amiga (lembra-se ? Aquela que voltou mais cedo pra casa porque o namorado ainda não tinha conseguido comprar seu carro) nem sequer pensa em passar da porta pra dentro.

Acabou o fim de semana, acabou-se o teatro, voltemos a minha vida. Que vida ?

Estou com vontade de conversar com alguém, ligo para aquela amiga da balada do fim de semana, ouço
ela falar de fulano que estava lindo, ciclano que comprou um carro novo e beltrano que mudou de namorada.
Só ouço coisas fúteis.

Amiga, te liguei para dizer o quanto você é importante pra mim, não reparou isso ? Liguei para dizer que todas as vezes que cair, estarei aqui para levantá-la, Liguei para dizer que estou triste, deprimida e só queria falar com alguém. Mas este amigo não existe no meu meio. E se amanhã eu perder meu glamour ?
E se meu pai perder aquele seu cargo importante ? E se eu perder meu brilho ?

Cadê meus amigos ? cadê os convites para os fim de semana regado a pro sec e Red Label com energético.

Hoje não quero pensar nisso. Vou ligar para minha amiga que a essa hora já deve estar sozinha e feliz porque o namorado já deve ter ido embora para levantar cedo para trabalhar, enquanto meus amigos da balada não tem o porque de se preocupar.

A primeira frase que ouço e que nunca sai da minha memória. Do outro lado da linha, sem que dissesse nada ela, minha amiga diz. Oi querida, quanto tempo ? que saudades ? Vem pra cá pra gente conversar, quero que compartilhe comigo minha felicidade porque você é minha amiga, minha verdadeira amiga.

Fico muda, sem palavras. Era tudo que queria ouvir.

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