Hoje não estou aqui para escrever coisas bonitas como sempre gostaria de fazer, mas sim de deixar registrado minha indignação de quantas anda a inversão de valores na sociedade atual.
As vezes me deixa a impressão que estamos voltando a idade das cavernas, onde o "macho" manda e desmanda, sem conseguir se sensibilizar com o lado "ser humano", diferente do lado "animal" das pessoas.
Muito me preocupa o atraso das autoridades em tomar atitudes mais enérgicas contra este "covardes" que espancam, queimam, matam e submetem a torturas e situações degradantes de suas mulheres, esposas, concumbinas ou como queiram chamar aquelas que um dia lhes serviu e que a partir do momento se voltam contra elas de uma forma desumana e cruel a ponto de lhes tirar a própria vida.
É muito fácil as vezes mandar enquadrar estes na Lei "Maria da Penha", criada até então para proteger estas mulheres indefesas e que não tem ou não tinham outra alternativa que não fossem continuar a conviver com estes "covardes", que se intitulam "machos.
Como se constata na grande maioria dos casos, a maior parte destas mulheres vítimas destas e de outras barbáries, precisa ou depende financeiramente daquele que passou a ser seu "inimigo" e que elas tendem a digerir a situação para não serem jogadas "ao léo" e abandonadas em situação pior que um cachorro sem dono.
O governo aciona todo um aparato policial para autuar e deter quem comete estes crimes, mas não oferece o apoio necessário para que as vítimas destes crimes possam ter uma vida digna de todo ser humano.
Se não prende, ele retorna e passa a cometer o mesmo crimes seguidamente, e a vítima, já desgastada dos resultados das denúncias se vê discrente da justiça e cessa suas denúncias, chegando muitas vezes a um resultado fatal. Cessa uma ou mais vidas, detem o suspeito, em alguas situações o mesmo é condenado e cumpre sua pena em instituições penais das quais acabam por gerar mais e mais despesas para o contribuinte.
Não seria melhor aplicar estes mesmo recursos em prol destas vítimas ?
Precisamos nos mobilizar para que está prática delituosa pare de crescer da forma que está ocorrendo. O governo deve estudar uma forma de reeducar estas famílias a viver raionalmente e com dignidade.
E nós, somente nós, devemos aprender que a inversão de valores nem sempre é sadia e que nossas vidas valem muito mais que quaisquer bens materiais.
Ficaria aqui o dia todo escrevendo e discutindo este tema, em voga, devido a fatos que chocaram a sociedade e que ocorreram aqui em Belo Horizonte, Minas Gerais, mas eu, não me sinto preparado a oferecer soluções para que isso acabe.
Podemos apenas nos mostrar indignados com isto e não deixar que a voz de inocentes mulheres, vítimas de verdadeiros animais se calem, porque elas são mães e seres humanos e não a escória de uma sociedade, criada pelo nosso pai mais para ser uma sociedade justa e humana.
Belo Horizonte, 01 de Fevereiro de 2010
Ouvir e ser ouvido
Há 7 anos
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